Ilustração de Felipe Alves Elías.
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Adriana Rossi
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TRILOBITAS

Nome: Phacops rana milleri
Idade: Devonian
Localidade: Lucas County/Ohio/EUA
(Retirada de http://www.fossilmuseum.net/

Trilobita


Características Gerais

As Trilobitas são artrópodos marinhos extintos que viveram na Era Paleozóica e possuiram tamanhos muito variados: desde formas milimétricas até formas com 75 centímetros de comprimento (Uralichas riberoi). Como todos os artrópodos, possuiu o corpo formado por um exoesqueleto quitinoso acrescido por mineralizações de fosfato e carbonato formando uma carapaça dorsal e segmentada, dividida em regiões.

O corpo das Trilobitas era formado por três partes distintas: céfalo, o tórax e pigídio:

  1. Céfalo: possui forma semicircular, com a parte mediana volumosa (glabela) e as laterais deprimidas que podem terminar em um par de espinhos dirigidos para trás. Dois dois lados da glabela ocorrem áreas chamadas de faces que posteriormente são divididas por duas linhas designadas suturas faciais, estas de maior importância para o estudo deste grupo fóssil, pois é ao longo delas que se dá a muda quando então se soltam as faces livres que serão substituídas por outras.

    Os três principais tipos de suturas faciais são:

    • Sutura opistopárica: o setor posterior da sutura, corta o bordo posterior do céfalo;
    • Sutura propárica: o setor posterior sofre um dobramento e corta o bordo lateral do céfalo;
    • Sutura gonatopárica: o setor posterior inflexiona indo cortar o ângulo genal.
    • Os olhos das Trilobitas eram compostos e variavam muito de tamanho, de posição e de estrutura. Sabe-se entretanto que vários gêneros não possuiram olhos.

  2. Tórax: é formado por um número variável de segmentos curtos e largos (2 a 44) que se articulam entre si, recobrindo-se parcialmente e dando ao corpo das Trilobitas uma grande mobilidade, permitindo inclusive, enrolar-se em forma de bola, encaixando o pigídio debaixo do bordo anterior do escudo cefálico (Melendez, 1970).

  3. Pigídio: forma o extremo posterior do corpo das Trilobitas, possuindo forma triangular ou semicircular e consta de vários segmentos (2 a 29) soldados em um escudo dorsal. Com freqüência, a segmentação está bem delineada pela presença de costelas transversais, mas em outras ocasiões só conserva traços desta segmentação nos bordos, que podem conter espinhos ou não. Segundo o tamanho do pigídio, as Trilobitas podem ser divididas em: macropígio, mesopígio e micropígio (Melendez, 1970).

  4. Embora a anatomia interna das Trilobitas seja ainda pouco conhecida, a ontogênese de certos gêneros acha-se bem investigada.


Distribuição estratigráfica simplificada

As Trilobitas são fósseis característicos do Paleozóico, que por esta razão é hoje conhecida como a Era das Trilobitas. Elas apareceram no Cambriano Inferior e se extinguiram no Permiano Médio, sendo no Ordoviciano Inferior seu período de maior apogeu.

Os fósseis do Cambriano e Ordoviciano podem ser utilizados como fósseis característicos de andares; no Cambriano, são estes fósseis que tem permitido o estabelecimento de biozonas, numa época em que os demais fósseis são muito escassos. A partir do Devoniano, perdem impostância como fósseis característicos e no Carbonífero e Permiano são muito escassos, até sua completa extinção.


Paleoecologia

Nos mares Paleozóicos, as Trilobitas deviam viver como os nossos crustáceos de hoje em dia. Ocuparam quase todos os biótopos marinhos, encontrando-se formas bentônicas, pelágicas e plantônicas, que viviam em variáveis profundidades, ainda que preferissem ocupar a região nerítica. Encontram-se algumas Trilobitas associadas à região batial (Melendez, 1970).

As larvas das Trilobitas eram plantônicas, o que deve ter assegurado uma grande dispersão a nível mundial.

Em sua maior parte viviam em fundos lodosos e eram comedores de lamas (micrófagos), principalmente aquelas que não possuiam olhos funcionais. Provavelmente, algumas Trilobitas deviam alimentar-se de outros animais marinhos.

Quando na presença de inimigos, as Trilobitas se colocavam no fundo, enrolando-se e protegendo-se com seus espinhos e pigídio, que provavelmente seria utilizado como espinho.

Através de inúmeros estudos de anatomia comparada dos fósseis das Trilobitas observou-se que as Trilobitas com carapaças delgadas viviam em ambientes argilosos e as Trilobitas possuidoras de carapaças grosseiras deviam ter habitado ambientes calcáreos.

Uma das maiores coleções de Trilobitas conhecidas e estudadas pertencem aos fósseis de Burgess Shale, atualmente disponíveis para visitação no Smithsonian Institut (EUA).


Bibliografia

Ver bibliografia sugerida em Macrofósseis.

 
Voltar à página anterior O banner acima foi gentilmente cedido pelo autor Felipe Alves Elías.
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