NANOFÓSSEIS CALCÁRIOS
Características Gerais
Nanofósseis são fósseis de menor tamanho, que podem ser quitinosos,
silicosos ou calcários. Jamais ultrapassam 50 micras e compreendem certos
micrósporos e grãos de pólen.
A grande maioria dos nanofósseis calcários é representada pelos
cocólitos (pequenas peças calcíticas de 5 a 15 micrometros de
comprimento), que são produzidos por algas unicelulares flageladas.
Cada célula algar é composta por uma carapaça esférica composta por
uma série de 20 ou mais cocólitos, levando o nome de cocosfera. São
os cocolitoforídeos.
Cocolitoforídeos: são organismos esféricos,
piriformes ou fusiformes, que se incluem entre as algas unicelulares
Chrysophytas. Seu tamanho não ultrapassa 50 micras. Apesar de serem
um grupo bastante abundante, o estudo sistemático dos cocolitoforídeos
(atuais e fósseis) não tem se desenvolvido com a devida importância.
Distribuição estratigráfica simplificada
Os cocolitoforídeos mais antigos conhecidos são do final do Paleozóico.
As formas complexas são multiplicadas durante o Jurássico e principalmente
no Cretácio.
O Cenozóico se caracteriza pelo desenvolvimento dos Discoasterídeos,
que evoluem desde o Paleoceno até o final do Plioceno: primeiro aparecem
formas em "roseta" e posteriormente formas possuidoras de raios delgados
e pouco numerosos.
Paleoecologia e Ecologia
Os cocolitos fósseis são encontrados principalmente em sedimentos
marinhos, depositados longe da costa, ainda que não sejam raros em
sedimentos provenientes das costas litorâneas.
As associações de cocolitoforídeos de mar livre e plataforma continental
são diferentes. Há poucas espécies no mar aberto, representadas por
numerosas células. Na plataforma continental a diversidade específica é
mais alta, mas as populações são constituídas por menos indivíduos. Os
compostos químicos trazidos do continente, pelos rios, enriquecem as
águas neríticas e favorecem o desenvolvimento das associações ricas em
espécies diferenciadas (SEYVE, 1990).
Certas associações correspondem a espécies de águas frias (embora
raríssimos nestas águas); outras (Discoasterídeos, Sphenolithus),
correspondem a mares temperados e quentes (a grande maioria).
Bibliografia sugerida
CAMACHO, H.H. 1966. Invertebrados Fósiles. Editorial
Universitária de Buenos Aires, Argentina. 707p.
PALACIO, F.C.R. & BERMUDEZ, P.J. 1963. Micropalentologia
General. Universidad Central de Venezuela. 808p.
SEYVE, C. 1990. Introdução à Micropaleontologia.
Universidade A. Neto, Faculdade de Ciências - Departamento de
Geologia. Elf Aquitaine Angola. 232p.
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