Ilustração de Felipe Alves Elías.
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Paleontologia
Adriana Rossi
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NANOFÓSSEIS CALCÁRIOS

Características Gerais

Nanofósseis são fósseis de menor tamanho, que podem ser quitinosos, silicosos ou calcários. Jamais ultrapassam 50 micras e compreendem certos micrósporos e grãos de pólen.

A grande maioria dos nanofósseis calcários é representada pelos cocólitos (pequenas peças calcíticas de 5 a 15 micrometros de comprimento), que são produzidos por algas unicelulares flageladas. Cada célula algar é composta por uma carapaça esférica composta por uma série de 20 ou mais cocólitos, levando o nome de cocosfera. São os cocolitoforídeos.

Cocolitoforídeos: são organismos esféricos, piriformes ou fusiformes, que se incluem entre as algas unicelulares Chrysophytas. Seu tamanho não ultrapassa 50 micras. Apesar de serem um grupo bastante abundante, o estudo sistemático dos cocolitoforídeos (atuais e fósseis) não tem se desenvolvido com a devida importância.


Distribuição estratigráfica simplificada

Os cocolitoforídeos mais antigos conhecidos são do final do Paleozóico. As formas complexas são multiplicadas durante o Jurássico e principalmente no Cretácio.

O Cenozóico se caracteriza pelo desenvolvimento dos Discoasterídeos, que evoluem desde o Paleoceno até o final do Plioceno: primeiro aparecem formas em "roseta" e posteriormente formas possuidoras de raios delgados e pouco numerosos.


Paleoecologia e Ecologia

Os cocolitos fósseis são encontrados principalmente em sedimentos marinhos, depositados longe da costa, ainda que não sejam raros em sedimentos provenientes das costas litorâneas.

As associações de cocolitoforídeos de mar livre e plataforma continental são diferentes. Há poucas espécies no mar aberto, representadas por numerosas células. Na plataforma continental a diversidade específica é mais alta, mas as populações são constituídas por menos indivíduos. Os compostos químicos trazidos do continente, pelos rios, enriquecem as águas neríticas e favorecem o desenvolvimento das associações ricas em espécies diferenciadas (SEYVE, 1990).

Certas associações correspondem a espécies de águas frias (embora raríssimos nestas águas); outras (Discoasterídeos, Sphenolithus), correspondem a mares temperados e quentes (a grande maioria).


Bibliografia sugerida

  1. CAMACHO, H.H. 1966. Invertebrados Fósiles. Editorial Universitária de Buenos Aires, Argentina. 707p.

  2. PALACIO, F.C.R. & BERMUDEZ, P.J. 1963. Micropalentologia General. Universidad Central de Venezuela. 808p.

  3. SEYVE, C. 1990. Introdução à Micropaleontologia. Universidade A. Neto, Faculdade de Ciências - Departamento de Geologia. Elf Aquitaine Angola. 232p.

 
Voltar à página anterior O banner acima foi gentilmente cedido pelo autor Felipe Alves Elías.
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