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Paleontologia
Adriana Rossi
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MICROPALEONTOLOGIA

A Micropaleontologia é uma especialização dentro da Paleontologia Geral, guardando estreitas relações com a ciências geológicas, especialmente com a Estratigrafia e a Sedimentologia e por outro lado com a Biologia Geral. A grande maioria dos microfósseis são marinhos, protozoários (organismos unicelulares), oriundos de PLANTAS ou ANIMAIS. No entanto, outros são multicelulares ou partes microscópicas de seres macroscópicos.

A reunião de grande variedade de organismos, tornou a micropaleontologia, uma ciência fundamentalmente prática e de grande utilidade.

A grande quantidade de microfósseis, seu diminuto tamanho, a abundante ocorrência em quase todas as idades, desde o Pré-Cambriano aos tempos atuais, a ampla distribuição geográfica e batimétrica e a ótima preservação, permitem que numa pequena amostra de sedimento, encontremos informações suficientes para as mais minuciosas análises e precisas interpretações.

O surgimento da micropaleontologia remonta ao século XVII, quando aproximadamente em l660 Antonie Van Leeuwenhoeck inventou o microscópio. Nesta data, iniciou-se o estudo dos microfósseis, marcando uma fase meramente especulativa, muito importante, desenvolvendo estudos sistemáticos, que constituíram a base para os estudos posteriores. Mais tarde, no século XIX (l860-l870), introduziu-se o estudo descritivo de vários grupos de microfósseis como:

  • Foraminíferos- Reuss (Prussia) e a escola inglesa como Williamson, Parker, Jones, Brady.
  • Radiolários - Haeckel (l887)
  • Ostracodas - Sars (l866)
  • Diatomáceas - Schmidt (l875)

Os estudos descritivos ganharam impulso no fim do século XIX com a expedição inglesa CHALLENGER (1873-l876), que coletou material praticamente de todo o globo. Utilizando este material, H.B. Brady (l884), publicou uma volumosa monografia sobre foraminíferos que é a referência básica, até hoje, para estudos do Terciário Superior, e associações recentes.

As pesquisas micropaleontológicas, experimentaram grande avanço com o advento das perfurações nos mares profundos no período pós II Guerra Mundial (l950-l960) e o desenvolvi-mento de técnicas mais adequadas para obtenção de amostras à pistão em locais do oceano até então não atingidos.

Estas técnicas foram aprimoradas e utilizadas um pouco mais tarde pelo Programa Joides (l965) e depois pelo Deep Sea Drilling Project (l968) o qual prossegue até hoje. A possibilidade e a eficiência das pesquisas em áreas de mares profundos, acumulou nos últimos anos enorme quantidade de dados e informações MICROPALEONTOLÓGICAS e PALEOECOLÓGICAS.

 
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