Ilustração de Felipe Alves Elías.
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Paleontologia
Adriana Rossi
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ECHINODERMOS

Características Gerais

Os Echinodermos são invertebrados de simetria pentarradiada típica, dotados de um exoesqueleto calcário (formado por placas soldadas ou articuladas ou de peças separadas), e providos de um sistema hidrovascular que permite pequenas projeções (pés) para o exterior e se comunica com o meio externo, por meio de poros (modificado de Mendes, 1977).

No microscópio, além das formas de placas, espinhos ou discos, a estrutura perfurada das placas é bastante característica. Como todas são formadas por calcita com baixo teor de magnésio, as placas, espinhos e escleritos se comportam como pequenos cristais de calcita, apresentando extinção reta sob luz polarizada.

Uma das características mais notórias deste Phylum é a presença de uma cavidade celomática verdadeira (triploblástico) e um sistema vascular aqüífero exclusivo. Esse sistema consiste de canais e tubos flexíveis nos quais a pressão de água pode ser regulada, servindo como sistema respiratório e, nos membros vágeis, como meio de locomoção.

Os Echinodermos comportam dois subfilos: Pelmatozoa e Eleutherozoa.

SUBFILOS e CLASSES CARACTERÍSTICAS
Pelmatozoa
Crinoidea (O-R)
Blastoidea (O-P)
Cystoidea (Camb-D)
  • o corpo forma uma teca globosa, coberrtta por placas poligonais;
  • possuem pedúnculo;
  • simetria pentarradiada ou radiada;
  • se fixam pela região inferior diretammente ou por meio de uma coluna formada por placas calcárias;
  • a região oral, volta-se em vida para o alto;
  • maioria extintos.
  • Eleutherozoa
    Asteroidea (O-R)
    Ophiuroidea (O-R)
    Echinoidea (O-R)
    Holothuroidea (O-R)
  • não possuem coluna;
  • simetria radiada com braços;
  • corpo estrelado;
  • a região oral encontra-se, geralmente, voltada para baixo;
  • formas livres;
  • maioria dos echinodermos viventes.
  • Podemos ainda, segundo Melendez (1970), dividir os Echinodermas em três tipos fundamentais, baseados na sua aparência física: os Asteróides, os Equinóides e os Crinóides.

    1. Asteróides: de corpo estrelado em que as áreas ambulacrais, ocupam os rádios (braços) da estrela a partir da boca (gradiente de desenvolvimento radial);

    2. Equinóides: de corpo esferoidal em que as áreas ambulacrais formam bandas entre os poros do corpodo animal (gradiente de desenvolvimento meridional);

    3. Crinóides: se fixam no fundo do mar por um pedúnculo e suas áreas ambulacrais se desenvolvem sobre os braços, que formam uma coroa ao redor da boca (gradiente de desenvolvimento radial).


    Distribuição estratigráfica

    Os primeiros Echinodermos que surgiram foram no Cambriano inferior, com formas simples e primitivas como os Edrioasteroidea. Entretanto, foi a partir do Ordoviciano, que os fósseis passaram a ser abundantes, formando grande parte de certos calcários. As formas mais primitivas e fixas tiveram grande importância na formação destes, pois eram as partículas esqueletais dominantes em ambientes recifais.

    No Ordoviciano Médio já estavam diferenciadas as três subclasses de Crinóides que dominaram no Paleozóico de diferentes partes do mundo, onde formaram importantes afloramentos neríticos, particularmente durante o Carbonífero, entretanto, os Equinodermos livres não são abundantes (Camacho, 1966).

    Os Eleutherozoa passam a dominar durante o Mesozóico, quando os Pelmatozoa decrescem. Os Crinóides tiveram seu clímax no Carbonífero e atualmente possuem bons fósseis-guias.

    Seu uso na estratigrafia é limitado por causa do complicado arranjo de suas placas e braquíolos, sendo mais utilizados em estudos de paleoecologia.


    Paleoecologia

    Os Echinodermos são tipicamente marinhos (ainda que alguns tolerem águas salobras de rios e estuários), bentônicos sésseis ou vágeis, exceto em sua fase larval e em sua maioria gregários.

    Fugindo a regra, conhece-se um gênero de Echinordermo planctônico, Pelagothurias, e alguns Crinóides que são epiplantônicos ou nectônicos.

    Vivem nos mares atuais, em águas bem ventiladas e com abundante alimento em suspensão, em todas as latitudes e em profundidades que vão desde a região litorânea até 6.000 metros. As formas fixas vivem em fundos firmes que favoreçam sua aderência, ainda que em fundos lamosos possam ser encontrados.

    Os Pelmatozoa em geral, formam parte do bento séssil (com uma exceção) e os Eleutherozoa são formas bentônicas vágeis (com exceção de algumas formas sedentárias).

    Em sua maior parte são micrófagos ou carnívoros (alguns podem ser predadores) e somente alguns Equinóides podem se alimentar de algas. Vivem de protozoas, crustáceos, etc...


    Bibliografia

    Ver bibliografia sugerida em Macrofósseis.

     
    Voltar à página anterior O banner acima foi gentilmente cedido pelo autor Felipe Alves Elías.
    Os direitos de copyright pertencem ao mesmo.