ECHINODERMOS
Características Gerais
Os Echinodermos são invertebrados de simetria pentarradiada típica,
dotados de um exoesqueleto calcário (formado por placas soldadas ou
articuladas ou de peças separadas), e providos de um sistema hidrovascular
que permite pequenas projeções (pés) para o exterior e se comunica com o
meio externo, por meio de poros (modificado de Mendes, 1977).
No microscópio, além das formas de placas, espinhos ou discos, a
estrutura perfurada das placas é bastante característica. Como todas
são formadas por calcita com baixo teor de magnésio, as placas, espinhos
e escleritos se comportam como pequenos cristais de calcita, apresentando
extinção reta sob luz polarizada.
Uma das características mais notórias deste Phylum é a presença de uma
cavidade celomática verdadeira (triploblástico) e um sistema vascular
aqüífero exclusivo. Esse sistema consiste de canais e tubos flexíveis
nos quais a pressão de água pode ser regulada, servindo como sistema
respiratório e, nos membros vágeis, como meio de locomoção.
Os Echinodermos comportam dois subfilos: Pelmatozoa e
Eleutherozoa.
| SUBFILOS e CLASSES |
CARACTERÍSTICAS |
Pelmatozoa Crinoidea (O-R) Blastoidea (O-P) Cystoidea (Camb-D)
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o corpo forma uma teca globosa, coberrtta por placas poligonais;
possuem pedúnculo;
simetria pentarradiada ou radiada;
se fixam pela região inferior diretammente ou por meio de uma coluna formada por placas calcárias;
a região oral, volta-se em vida para o alto;
maioria extintos.
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Eleutherozoa Asteroidea (O-R) Ophiuroidea (O-R) Echinoidea (O-R) Holothuroidea (O-R)
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não possuem coluna;
simetria radiada com braços;
corpo estrelado;
a região oral encontra-se, geralmente, voltada para baixo;
formas livres;
maioria dos echinodermos viventes.
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Podemos ainda, segundo Melendez (1970), dividir os Echinodermas em três
tipos fundamentais, baseados na sua aparência física: os
Asteróides, os Equinóides e os Crinóides.
Asteróides: de corpo estrelado em que as áreas ambulacrais,
ocupam os rádios (braços) da estrela a partir da boca (gradiente de
desenvolvimento radial);
Equinóides: de corpo esferoidal em que as áreas ambulacrais
formam bandas entre os poros do corpodo animal (gradiente de
desenvolvimento meridional);
Crinóides: se fixam no fundo do mar por um pedúnculo e suas
áreas ambulacrais se desenvolvem sobre os braços, que formam uma
coroa ao redor da boca (gradiente de desenvolvimento radial).
Distribuição estratigráfica
Os primeiros Echinodermos que surgiram foram no Cambriano inferior, com
formas simples e primitivas como os Edrioasteroidea. Entretanto, foi a
partir do Ordoviciano, que os fósseis passaram a ser abundantes, formando
grande parte de certos calcários. As formas mais primitivas e fixas tiveram
grande importância na formação destes, pois eram as partículas esqueletais
dominantes em ambientes recifais.
No Ordoviciano Médio já estavam diferenciadas as três subclasses de
Crinóides que dominaram no Paleozóico de diferentes partes do mundo, onde
formaram importantes afloramentos neríticos, particularmente durante o
Carbonífero, entretanto, os Equinodermos livres não são abundantes
(Camacho, 1966).
Os Eleutherozoa passam a dominar durante o Mesozóico, quando os
Pelmatozoa decrescem. Os Crinóides tiveram seu clímax no Carbonífero e
atualmente possuem bons fósseis-guias.
Seu uso na estratigrafia é limitado por causa do complicado arranjo de
suas placas e braquíolos, sendo mais utilizados em estudos de
paleoecologia.
Paleoecologia
Os Echinodermos são tipicamente marinhos (ainda que alguns tolerem águas
salobras de rios e estuários), bentônicos sésseis ou vágeis, exceto em sua
fase larval e em sua maioria gregários.
Fugindo a regra, conhece-se um gênero de Echinordermo planctônico,
Pelagothurias, e alguns Crinóides que são epiplantônicos ou nectônicos.
Vivem nos mares atuais, em águas bem ventiladas e com abundante alimento
em suspensão, em todas as latitudes e em profundidades que vão desde a
região litorânea até 6.000 metros. As formas fixas vivem em fundos firmes
que favoreçam sua aderência, ainda que em fundos lamosos possam ser
encontrados.
Os Pelmatozoa em geral, formam parte do bento séssil (com uma exceção)
e os Eleutherozoa são formas bentônicas vágeis (com exceção de algumas
formas sedentárias).
Em sua maior parte são micrófagos ou carnívoros (alguns podem ser
predadores) e somente alguns Equinóides podem se alimentar de algas.
Vivem de protozoas, crustáceos, etc...
Bibliografia
Ver bibliografia sugerida em
Macrofósseis.
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