Ilustração de Felipe Alves Elías.
Adicionar aos favoritos      Definir como sua página principal      Imprimir a página      Contato      Mapa do site
Paleontologia
Adriana Rossi
Onde estou:  > Home  > Paleontologia  > Os Microfósseis  > Conchostraceos
 
Homeome
Curriculum Vitaeurriculum Vitae
Contatoontato
Paleontologia Paleontologia
.... Os fósseis
.... Legislação no Brasil
.... Taxonomia/Sistemática
As principais subdivisões da Paleontologias principais subdivisões da Paleontologia
.... Paleoecologia
.... Palinologia
.... Icnologia
.... Micropaleontologia
Os Macrofósseiss Macrofósseis
.... Trilobitas
.... Cnidários
.... Echinodermos
.... Braquiópodos
.... Moluscos
.... Peixes
.... Anfíbios
.... Répteis
.... Aves
.... Mamíferos
Os Microfósseiss Microfósseis
.... Conchostraceos
.... Conodontes
.... Diatomáceas
.... Foraminíferos
.... Nanofósseis Calcários
.... Ostracodes
.... Radiolários
.... Tecamebas
PaleoKidsaleoKids
.... Desenhos para pintar
.... Papéis de carta
.... T-rex 3D
.... Revista Ciência Hoje

Para saber maisara saber mais

.... Links
.... Mapa do site

Para interagirara interagir

.... Downloads
.... Livro de visitas
.... Eco-Solidariedade

CONCHOSTRACEOS

Características Gerais

Os Conchostráceos são pequenos crustáceos providos de uma carapaça bivalve quitinosa ou calco-quitinosa, típicos de corpos aquosos continentais restritos, onde há pouco perigo de predação.

Suas valvas possuem características específicas que só aparecem neste grupo. São elas: bordo dorsal sempre reto, umbo anterior e ondulações concêntricas e a presença freqüente de uma ondulação reticular entre as dobras.

A carapaça não possui uma série de mudas correspondendo a vários estágios (como os Ostracodas), mas a concha vai aumentando de tamanho por crescimento periódico. A concha dos Conchostráceos consiste assim, em uma série de numerosos segmentos concêntricos unidos firmemente por linhas ou anéis de crescimento (em inglês growth-lines ou growth-rings).

Em geral, segundo Bock (1953), se podem distinguir na concha três zonas concêntricas:

  • a zona umbonal, apresentando o menor número de segmentos e maior curvatura destes;
  • uma zona intermediária com intervalos maiores entre os segmentos; e
  • uma zona terminal (ou periférica) com os anéis de crescimento muito próximos entre si; o raio da curvatura é maior, onde os intervalos entre os anéis diminuem, com freqüência não chegando a alcançar as dimensões que correspondem ao mesmo intervalo em outras partes da carapaça adulta.

Existe dimorfismo sexual entre os Conchostráceos, ou seja, os sexos estão bem marcados e podem sugerir características diferenciadas entre eles: geralmente as carapaças dos machos tende a ser maior, mais arredondada e mais delgada que a carapaça das fêmeas, que entretanto são muito mais abundantes que os machos.

A classificação dos Conchostráceos fósseis não é tarefa das mais simples. Torna-se necessário um estudo delicado destes, que incluem:

  • processos de crescimento;
  • relações entre os anéis de crescimento e os intervalos intermediários;
  • relações entre os contornos, as espessuras e os volumes das carapaças (incluindo os espaços entre as valvas);
  • dimorfismo sexual.

Distribuição estratigráfica simplificada

Os Conchostráceos são conhecidos desde o Cambriano inferior, embora com muito poucas espécies de águas marinhas.

No Devoniano inferior estes organismos encontram-se perfeitamente adaptados em águas doces e salobras e muitos outros gêneros surgiram.

Durante o Carbonífero os Conchostráceos alcançaram uma distribuição muito extensa sendo freqüentemente utilizados como fósseis guias na Europa, onde alcançaram seu maior ápice.

A partir do Triássico os fósseis tornam-se mais escassos, ainda que o gênero Cysicus seja encontrado no Pleistoceno do Canadá. Vivem até o Recente.

Na seqüência neopaleozóica da Bacia do Paraná, os Conchostráceos aparecem em maior abundância e diversidade na Formação Rio do Rasto. Nos depósitos mais antigos da bacia, sua ocorrência parece ser muito esporádica, provavelmente devido ao controle do paleoambiente e do clima (preponderantemente marinho ou transicional com fases bastantes frias). Na sucessão Mesozóica, estes organismos estão presentes em maiores quantidades na Formação Santa Maria (Rohn, 1989).


Paleoecologia e Ecologia

No registro geológico os Conchostráceos são expressivos em depósitos originados sob condições climáticas relativamente quentes e secas.

A maioria dos Conchostráceos vivem em águas doces, raramente salobras, rastejando no fundo barrento (este que também serve de alimento), podendo nadar utilizando as antenas.

Seu ambiente mais favorável são as bacias continentais de zonas temperadas. Podem suportar diferenças de pH bastante significativas, mas seu número de mudas pode ser modificado e variar bastante. A nutrição, a temperatura da água e outros fatores, também podem ocasionar a variação do número de mudas.

Segundo Camacho (1966), os ovos dos Conchostráceos são protegidos em cápsulas especiais que podem resistir a condições diversas. Estes ovos possuem uma grande dispersão periférica, podendo facilitar sua dispersão eólica, o que explicaria sua localização em locais muito diferenciados, visto que trata-se de uma espécie endemica.

Sabe-se que em climas frios a carapaça tem seu tamanho reduzido e o número das linhas de crescimento é menor, do que as espécies de climas quentes.


Bibliografia sugerida

  1. ROHN,R. 1989. Conchostraceos. Em Paleontologia da Bacia do Paraná e Roteiro da Excursão nº 1. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PALEONTOLOGIA, 11. Curitiba. Anais... p. 67-71.

  2. BOCK, W. 1953. American Triassic Estherids. Jour. Pal., vol. 27, no 1, p. 62-76, pls. 11-13.

  3. CAMACHO, H.H. 1966. Invertebrados Fósiles. Editorial Universitária de Buenos Aires, Argentina. 707p.

 
Voltar à página anterior O banner acima foi gentilmente cedido pelo autor Felipe Alves Elías.
Os direitos de copyright pertencem ao mesmo.